Por: Ciro Magalhães
Uma denúncia envolvendo a pré-candidata à Câmara Federal Fátima Gavioli (PSD), ex-secretária de Educação de Goiás durante a gestão de Ronaldo Caiado, movimentou os bastidores da política goiana nos últimos dias. O deputado federal José Nelto (União Brasil) afirmou que servidores da área da educação estariam sofrendo pressão para declarar apoio político à pré-candidata.

Segundo o parlamentar, integrantes da base ligada ao vice-governador Daniel Vilela demonstrariam insatisfação com a condução política de Fátima Gavioli, especialmente diante das denúncias envolvendo suposta coação de profissionais da rede estadual de ensino.
De acordo com José Nelto, diretores, professores e servidores administrativos estariam sendo pressionados a aderir politicamente ao projeto eleitoral da ex-secretária, mesmo sem apoio espontâneo à candidatura. As declarações levantam preocupação sobre possível uso da estrutura pública em benefício eleitoral.
Ainda conforme a denúncia, servidores comissionados teriam recebido sinais de possível exoneração caso não demonstrassem apoio político, enquanto diretores poderiam sofrer perseguições administrativas e contratados temporários correriam risco de não renovação de vínculo.
Caso as acusações sejam comprovadas, as práticas podem configurar abuso de poder político e eventual infração eleitoral, além de violarem princípios da administração pública.
A situação também gera desgaste político para a pré-candidatura de Fátima Gavioli, que busca consolidar seu espaço no cenário eleitoral goiano após ter comandado a Secretaria Estadual de Educação. Nos bastidores, aliados avaliam que o episódio pode trazer impactos na construção de apoios e alianças para 2026.
Até o momento, Fátima Gavioli não se pronunciou publicamente sobre as declarações feitas por José Nelto.



