Por: Ciro Magalhães
Em menos de uma semana, dois nomes de peso da política goiana anunciaram a desistência de disputar mandatos legislativos nas eleições de 2026. As saídas de Eronildo Valadares e Hildo do Candango movimentaram os bastidores políticos e provocaram mudanças importantes no tabuleiro eleitoral em regiões estratégicas de Goiás.
Filiado ao AGIR e ex-prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares abriu mão da pré-candidatura a deputado estadual. Considerado uma das principais lideranças do norte goiano, ele já indicou o caminho político que pretende seguir: declarou apoio à reeleição do deputado estadual Julio Pina (Solidariedade), fortalecendo ainda mais o projeto do parlamentar para 2026.
Já no cenário federal, quem também decidiu recuar foi Hildo do Candango, do Republicanos. Ex-prefeito de Águas Lindas de Goiás e figura influente no Entorno do Distrito Federal, Hildo desistiu da disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, a expectativa é de que sua estrutura política e seu capital eleitoral sejam direcionados a um nome alinhado aos interesses de Águas Lindas e da região do Entorno.

Impacto das desistências
As duas desistências representam um impacto significativo para AGIR e Republicanos em Goiás. Com a saída de dois dos nomes mais competitivos de suas chapas, os partidos perdem força eleitoral em regiões estratégicas e veem diminuir o potencial de votação nas disputas proporcionais.
Além da perda de candidatos competitivos, as legendas também deixam de contar com redes políticas consolidadas, lideranças regionais e estruturas eleitorais já organizadas — fatores considerados fundamentais na montagem das chapas para 2026.
Nos bastidores, a avaliação é de que as movimentações devem acelerar novas articulações políticas nas próximas semanas, especialmente entre partidos que buscam fortalecer nominatas e ampliar presença regional antes do início oficial da corrida eleitoral.



