Por: Raffael Vasconcellos
Nesta sexta-feira, dia 08 de maio, o PP oficializou seu apoio à reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Com uma relação marcada por “idas e vindas”, o presidente estadual da sigla, o deputado Eduardo da Fonte, conseguiu “fazer as pazes” com Lyra e selar a aliança.
Durante os últimos meses, o partido havia perdido cargos estratégicos, como o comando da Ceasa e do Porto do Recife, e esteve próximo de deixar a base do governo.
Com todos os “ressentimentos” resolvidos, Da Fonte tenta impor uma contrapartida pesada para sua aliança com a governadora: sua candidatura ao Senado representando a coligação. Raquel resiste, principalmente por conta do desempenho pífio de Eduardo nas últimas pesquisas.
Da Fonte ou Miguel Coelho?
Na mais recente pesquisa Quaest, divulgada no dia 28 de abril, o deputado apareceu com apenas 4% das intenções de voto. Enquanto isso, Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, que inclusive já selou apoio à reeleição de Lyra, marcou 10%, em empate técnico com o senador Humberto Costa na segunda colocação.
Inclusive, é importante destacar que o próprio Eduardo da Fonte vê com péssimos olhos uma eventual candidatura de Miguel Coelho ao Senado. Segundo ele, ambos disputariam “os mesmos votos”.
Entre disputas internas e o bom e velho loteamento de cargos, a governadora Raquel Lyra pode enfrentar dores de cabeça dentro da própria base aliada. A escolha para o Senado ainda segue indefinida.
Quem viver, verá. O que já é possível afirmar é que Raquel precisará, mais do que nunca, de jogo de cintura para administrar seus correligionários e seus egos inflados.



