Por: João Victor Martins;
Ciro Nogueira é natural de Teresina (PI) e iniciou sua trajetória política em 1994, quando sucedeu o pai como deputado federal pelo Piauí ao ser eleito, aos 26 anos, pelo antigo PFL, consolidando-se ao longo das décadas como uma das figuras mais influentes da política brasileira. Em 1998, foi reeleito para o mesmo cargo.
Em 2000, foi candidato à Prefeitura de Teresina. Porém, ainda não era focado integralmente na política, tendo que dividir o tempo com a presidência do River Atlético Clube, o que acabou impactando sua derrota nas eleições.
No ano de 2002, conquistou mais um mandato na Câmara dos Deputados e mudou de sigla para o Partido Progressista (PP), legenda à qual se filiou a convite do sogro, o ex-governador Lucídio Portella. Já pelo PP, foi reeleito deputado federal em 2006.
Chegada Ciro Nogueira ao Senado Federal
Em 2010, com força política consolidada, foi eleito para o Senado Federal, representando sua ascensão ao cenário político nacional. Três anos depois, assumiu a presidência nacional do Progressistas (PP), ampliando ainda mais sua influência política.
Conhecido por sua capacidade de articulação e diálogo com diferentes campos políticos, Ciro Nogueira participou das bases de apoio dos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Posteriormente, tornou-se um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao longo da carreira, o progressista esteve envolvido em importantes debates políticos no Congresso. Foi integrante da CPMI do Cachoeira e participou de votações de destaque, como a aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos, em 2016, e da reforma trabalhista, em 2017. Também votou favoravelmente à manutenção do mandato do senador Aécio Neves no Senado Federal.
Em 2018, foi reeleito ao Senado, ampliando sua votação para aproximadamente 895 mil votos. O atual mandato segue até 2027.
O senador também foi alvo de investigações e denúncias em diferentes momentos da política brasileira. O nome de Ciro Nogueira apareceu em apurações da Operação Lava Jato e em delações relacionadas à Odebrecht e à UTC Engenharia, envolvendo suspeitas de recebimento de recursos ilícitos para campanhas eleitorais e favorecimento político. Parte das denúncias acabou arquivada pela Justiça por falta de provas.
Nos últimos dias, o nome de Ciro também apareceu relacionado ao caso do Banco Master, sob suspeita de recebimento de parcelas de R$ 500 mil em troca de favores políticos. Até o momento desta matéria, porém, não há confirmação oficial das acusações, que seguem sob investigação.
Recentemente, chegou a ter seu nome ventilado como possível vice na chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL), entretanto, com as recentes polêmicas envolvendo seu nome e o Banco Master, Ciro deve ser deixado de lado no arranjo eleitoral do senador carioca e até mesmo enfrentar dificuldades em renovar seu mandato no Piauí.



