O tabuleiro político em Pernambuco

Raquel Lyra e João Campos

A política pernambucana vem pegando fogo nos últimos dias. Enquanto, de um lado, o ex-prefeito do Recife, João Campos, já aparece com sua chapa praticamente montada e percorre todo o estado, do outro, a governadora Raquel Lyra vive um verdadeiro impasse político.

Com aprovação batendo na casa dos 62%, conforme demonstrado pela última pesquisa Quaest divulgada em abril de 2026, Raquel possui indefinições importantes na montagem de sua chapa, tanto na vaga de vice, atualmente ocupada por Priscila Krause, quanto nas duas vagas ao Senado.

Priscila ainda não sabe se permanecerá na chapa como vice-governadora ou se disputará uma vaga para deputada estadual.

A disputa pelo Senado

No Senado, o jogo embola ainda mais. Quatro nomes disputam as duas vagas restantes.

Fernando Dueire, atual senador e em fim de mandato, possui o prestígio de Raquel Lyra e já colocou o nome à disposição. Porém, deixou claro que abriria mão da disputa para manter a unidade do grupo político. Além da experiência, Dueire é visto como um importante articulador de emendas para os municípios pernambucanos e conta com apoio de diversos prefeitos.

Outro nome é o do deputado federal Túlio Gadêlha. A convite de Raquel Lyra, Túlio deixou a Rede Sustentabilidade e se filiou ao PSD, partido da governadora, com a expectativa de ocupar uma das vagas ao Senado e equilibrar o palanque como representante de um campo mais à esquerda.

Por fim, a federação União Progressista também vive um impasse envolvendo dois quadros relevantes do estado: o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil, e o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do Progressistas em Pernambuco.

Diante de tantos nomes, surgem as perguntas:

Miguel aceitaria abrir mão da candidatura ao Senado para ser vice de Raquel Lyra, deixando Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha na disputa pelas vagas ao Senado?

Fernando Dueire seria o vice ideal, enquanto Miguel Coelho e Eduardo da Fonte ocupariam as vagas para o Senado?

Túlio teria deixado a Rede Sustentabilidade em vão e acabaria fora da chapa governista, disputando novamente uma vaga para deputado federal pelo PSD?

Em breve, o tabuleiro político pernambucano deve trazer novos capítulos desse xadrez eleitoral.

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