Por: João Victor Martins
O conflito começou em janeiro de 2026, nos bastidores da política mineira, envolvendo o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, a deputada estadual Lud Falcão (Republicanos) e o atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD).
Lud afirmou ter recebido uma ligação de Simões em tom agressivo e intimidatório. Segundo a deputada, o governador estaria pressionando o casal após críticas feitas ao Palácio Tiradentes. Mateus Simões nega as acusações e afirma que o episódio foi distorcido politicamente.
O caso repercutiu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), principalmente entre deputadas estaduais que manifestaram apoio a Lud Falcão. Parlamentares também levantaram discussões sobre o tratamento dado às mulheres na política mineira.
Atualização da crise entre o grupo de Falcão e Simões
No último sábado (09), Mateus Simões visitou as obras concluídas da MGC-354, entre Presidente Olegário e Patos de Minas, e chamou Falcão e o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) de mentirosos.
A fala aconteceu após críticas envolvendo as obras da BR-365 e acusações de que a “politicagem regional” estaria atrapalhando o avanço do projeto. A rodovia é considerada a oitava mais perigosa de Minas Gerais, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Durante a visita, Simões também afirmou que está enviando R$ 80 milhões para a construção de um hospital em Unaí. Segundo o governador, Patos de Minas estaria reclamando do grande número de pacientes recebidos do Norte e Noroeste do estado.
Falcão rebateu as declarações e relembrou promessas da campanha passada que, segundo ele, ainda não foram cumpridas pelo governo estadual. O ex-prefeito afirmou que Simões esteve na região para fazer “campanha política” e cobrou avanços em obras prometidas para Patos de Minas.
O presidente da AMM também criticou anúncios ligados à possível privatização da Copasa. Segundo Falcão, a lei prevê que os recursos arrecadados sejam usados para o pagamento da dívida do estado com a União. Na saúde, ele afirmou que Patos de Minas continuará atendendo pacientes dos 33 municípios da macrorregião e destacou ações realizadas durante sua gestão.
O novo embate aumenta o desgaste entre os grupos políticos e reforça um cenário de tensão que deve continuar influenciando os bastidores da sucessão estadual em Minas Gerais.



