Grupo dos Calheiros larga com vantagem na disputa pelo Governo de Alagoas em 2026

Grupo político liderado por Renan Filho e Renan Calheiros amplia articulação para 2026

Por: Roosivelt Braz

Com apoio de cerca de 89 das 102 prefeituras, a base construída ao longo dos anos em Alagoas coloca o ministro Renan Filho em posição privilegiada na disputa, enquanto o senador Renan Calheiros segue como peça importante na articulação do grupo.

Mas, mesmo com uma estrutura dominante no estado, existe um fator que ainda pesa no cenário eleitoral: a rejeição ao senador alagoano. Embora o filho tenha conseguido construir uma imagem própria, mantendo boa avaliação popular após dois mandatos no comando do estado, o desgaste político ligado ao pai continua sendo explorado pelos adversários e pode influenciar diretamente a eleição.

A aposta de JHC

Do outro lado, JHC vive um cenário inverso. Embora tenha um número muito menor de prefeituras ao seu lado, conseguiu atrair justamente os dois maiores colégios eleitorais de Alagoas: Maceió e Arapiraca.

E esse movimento muda consideravelmente o desenho da disputa. Porque, embora o grupo dos Calheiros continue com ampla maioria das administrações municipais e forte presença no interior, Maceió e Arapiraca concentram juntas uma parcela gigantesca do eleitorado alagoano e possuem peso suficiente para praticamente encaminhar uma eleição estadual quando há vantagem consolidada nesses centros.

JHC governou Maceió durante o maior volume financeiro da história do município. Sua gestão teve acesso ao maior orçamento já registrado pela capital, ultrapassando os R$ 5 bilhões, muito por conta dos recursos bilionários oriundos dos acordos envolvendo a Braskem.

Esse cenário ampliou a capacidade de investimento da prefeitura, fortaleceu politicamente a gestão municipal e, entendendo rapidamente o novo comportamento do eleitor e a força da comunicação digital, elevou sua presença nas redes sociais a outro patamar.

A disputa de 2026 começa, portanto, com dois modelos distintos de força política: de um lado, a estrutura consolidada em praticamente todo o estado; do outro, o peso eleitoral da capital e a força da imagem pública.

Mas, em Alagoas, como o próprio nome praticamente enuncia, ainda há muita água para passar por baixo dessa ponte.

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