Por: Ciro Magalhães;
O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) anunciou, nesta quarta-feira (1º de julho), o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Aroldo Medina, como seu companheiro de chapa para as eleições de 2026.
Medina acumula uma sequência de disputas eleitorais sem sucesso. Já foi candidato a prefeito de Canoas, a governador do Rio Grande do Sul, a deputado estadual e a vereador em Porto Alegre. Na eleição mais recente, em 2024, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal da capital gaúcha pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e obteve 222 votos.
Naquela campanha, Medina chegou a distribuir material de divulgação associando sua imagem à de Bolsonaro, o que permite classificá-lo hoje como um ex-bolsonarista. A escolha de um nome ligado à segurança pública reforça o discurso de Renan Santos de combate à criminalidade e sua promessa de enfrentamento direto às facções criminosas.
A indicação também simboliza um movimento que pesquisas eleitorais vêm registrando: a migração de parte do eleitorado bolsonarista para a candidatura de Renan Santos. Ao mesmo tempo em que incorpora um ex-filiado ao PL à sua chapa, o pré-candidato da Missão intensifica as críticas à família Bolsonaro e busca se apresentar como o principal representante de uma nova direita no país.
Renan Santos e o projeto do Missão
O projeto político do MBL (Movimento Brasil Livre) e do partido Missão é ambicioso: tornar-se, nos próximos anos, a principal força da direita brasileira, superando não apenas o grupo político liderado por Bolsonaro, mas também nomes como Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas. Se a estratégia terá êxito, apenas o tempo dirá, mas os primeiros sinais têm sido vistos com otimismo por integrantes e apoiadores do movimento.



