Sem Cláudio Castro na disputa pelo Senado, nomes já começam a ser cogitados

Claudio Castro desiste do Senado

Após o anúncio oficial da desistência da pré-candidatura ao Senado por parte do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a direita fluminense passou a buscar um nome capaz de substituí-lo e manter sua força política no estado. A decisão ocorre após Castro ser alvo de operações da Polícia Federal e ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março de 2026, abrindo um novo cenário na corrida eleitoral.

Quatro nomes despontam como os principais cotados para ocupar o espaço deixado pelo ex-governador. São eles: Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados; o senador Carlos Portinho; o deputado federal Carlos Jordy; e Felipe Curi, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Cada um dos pré-candidatos reúne características que podem influenciar a escolha da direita no estado. Carlos Portinho, por já ocupar uma cadeira no Senado, tem a seu favor a experiência e a visibilidade eleitoral. Sóstenes Cavalcante, por sua vez, conta com forte apoio da bancada evangélica, segmento que possui expressiva representatividade no eleitorado fluminense.

Carlos Jordy é visto como um dos principais nomes do bolsonarismo no Rio de Janeiro, o que pode atrair eleitores conservadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Já Felipe Curi se destaca pelo discurso voltado ao combate à criminalidade e pela atuação à frente da Polícia Civil. Ele foi um dos responsáveis pela megaoperação realizada no estado em outubro de 2025, que resultou em dezenas de prisões e apreensões e ficou marcada como uma das ações policiais de maior impacto dos últimos anos.

A definição do substituto de Cláudio Castro é considerada estratégica para os planos da direita fluminense nas eleições de 2026. O grupo busca fortalecer sua representação no Senado e ampliar sua influência na próxima legislatura.

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