Por: Ciro Magalhães
A campanha do senador Wilder Morais ao Palácio das Esmeraldas em Goiás demonstra sinais de estagnação, conforme revelam os dados da mais recente pesquisa Quaest. Apesar de ser o principal representante do bolsonarismo em um estado tradicionalmente antipetista, Morais aparece em um distante quarto lugar nas intenções de voto, levantando questionamentos sobre a eficácia de sua estratégia e sua capacidade de converter o apoio do eleitorado conservador em crescimento eleitoral.
Um episódio recente que evidenciou a fragilidade política do senador foi seu “vacilo” no Senado Federal. Wilder Morais deixou de votar pela rejeição de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O caso gerou repercussão negativa entre aliados e apoiadores bolsonaristas, expondo uma aparente desarticulação política que pode ter ampliado o desgaste junto à sua base eleitoral.
Principais adversários
Enquanto a campanha de Wilder enfrenta dificuldades para ganhar tração, o cenário eleitoral goiano começa a se consolidar. Daniel Vilela mantém a liderança, enquanto o ex-governador Marconi Perillo aparece firme na segunda colocação.
A ascensão de Marconi já movimenta os bastidores políticos. Aliados do tucano articulam estratégias para fortalecer ainda mais sua candidatura, incluindo a possibilidade de oferecer palanque ao senador Flávio Bolsonaro em Goiás. A movimentação teria como objetivo atrair parte do eleitorado da direita e consolidar espaço em um eventual segundo turno.
A dificuldade de Wilder Morais em transformar o sentimento antipetista e bolsonarista em votos efetivos sugere que a associação ao ex-presidente Jair Bolsonaro talvez não seja suficiente, por si só, para garantir competitividade eleitoral em 2026. O cenário atual abre espaço para que adversários consolidem suas posições e reconfigurem o tabuleiro político goiano nos próximos meses.



